Mostrando postagens com marcador futebol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador futebol. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de março de 2011

Os Primeiros Clássicos do Colorado (Década de 10)

POR: Raul Pons

Alguns adversários colorados na primeira década de vida. O principal rival, por ter uma história razoavelmente conhecida, não vai aparecer aqui.

Fussball Club Porto Alegre: foi fundado em 15.09.1903, pelos ciclistas da Sociedade Blitz (Rodforvier Verein Blitz). Alguns fundadores: C. Rosenfeld, Guilherme Trein, Hugo Brenner, Oscar Matte, Otto Niemeyer e Rodolfo Campani. Seu campo se localizava em um terreno cedido pelo Dr. Luiz Englert, na rua Voluntários da Pátria. Em 1911 a prefeitura abriu uma nova rua, que cortou o campo ao meio. Mudou o nome para Football Club Porto Alegre, em 1917, por força da I Guerra Mundial. Viveu dois grandes momentos, em 1923, quando classificou-se para a final do campeonato municipal, que nunca ocorreu, e em 1928, quando contratou Eurico Lara e ganhou o Torneio Início, mas fracassou no municipal. O clube chegou a ter um bom estádio, a Chácara das Camélias, mas perdeu força e desapareceu no início dos anos 1940.

Grêmio Foot Ball 7 de Setembro: foi fundado em 15.08.1909, com as cores branco e verde. Entre seus fundadores, algumas pessoas e famílias ligadas ao Internacional: Lothario Kluwe, João Kluwe, Archymedes Fortini e Guilherme Kluwe. Participou da fundação da Liga de Foot-Ball Porto Alegrense, em 1910. Seu campo ficava no Menino Deus. Após um desentendimento com os demais clubes, retirou-se da Liga em 1912, desaparecendo pouco depois.

Militar Football Club: Clube formado por alunos da Escola de Guerra, em julho de 1909. Ganhou o primeiro campeonato municipal, em 1910, mas foi extinto no início de 1911, com a transferência da Escola para o Rio de Janeiro.

Fussball Manschaft Frisch Auf: Clube ligado à atual Sogipa, há discordâncias sobre o ano de fundação, 1908 ou 1910. Desapareceu em 1917. Suas cores eram o branco, preto e vermelho.

Sport Club Nacional: Fundado em 07.08.1909 por Henrique Desjardins, José Luiz Fagundes e Arlindo Ramos, entre outros. Participou, em 1910, da fundação da Liga de Foot-Ball Porto Alegrense. Era alvi-negro. Em 1912 levou 16x0 do Internacional (maior goleada colorada). Fechou as portas no mesmo ano.

Sport Club Colombo: Já estava em atividade em 1911. Disputou alguns campeonatos municipais, fechando as portas em 1915 ou 1916.

Sport Club Americano: Fundado em 04.07.1912. Demorou para ingressar na liga oficial, mas obteve alguns bons resultados na década de 1920, quando foi campeão municipal em 1924, 1928 e 1929, e campeão gaúcho em 1929. Tinha seu campo na Rua Larga, próximo ao HPS. No início da década de 1940, enfraquecido, tentou uma fusão com um grupo de estudantes, passando a chamar-se Americano-Universitário. A fusão deu errado e o time faliu.


No início de 1913, a sala de troféus colorada já contava com uma taça disputada em um torneio interno, em 1911, com o troféu ganho no amistoso contra o União, de Pelotas, em 1912, e com a Taça 12 de Abril, do campeonato municipal de 2º quadros de 1912. Mas faltava ainda um título oficial.

Nessa temporada, seria disputado o 4º campeonato da cidade. Em 1910, o extinto Militar levantara a taça, e nos dois anos seguintes o Grêmio sagrara-se campeão. Em 1913 novamente o Tricolor da Baixada surgia como favorito, mas o Internacional prometia endurecer a disputa.

Além da dupla Gre-Nal, disputavam o campeonato as equipes do Colombo, Frisch Auf e Fussball. Retornavam à liga o Frisch Auf (que se desfiliara no final de 1910) e o Fussbal (que abandonou o campeonato de 1912), enquanto o Colombo estreava na competição.

Na sua primeira partida, o Colorado já teve pela frente o mais forte rival. Jogando em casa, na Chácara dos Eucaliptos, o Internacional perdeu por 2x1. Ainda não seria dessa vez que derrotaríamos o Grêmio.

O campeonato prossegue com mais alguns jogos, em que Grêmio e Internacional vão se mostrando superiores aos demais. A terceira força do campeonato era o Fussball. No jogo entre Internacional e Fussball, houve desavenças em relação à arbitragem. O árbitro da partida, sócio do Grêmio (os árbitros, na época, eram sócios dos clubes), foi acusado pelos atletas colorados de favorecer o Fussball, na partida que terminou empatada em 1x1. Inconformados com a acusação, Fussball e Grêmio abandonaram a liga.


Sem adversários a altura, o Internacional passeou no restante do campeonato, goleando os dois clubes remanescentes. Na abertura do returno, em 24 de agosto de 1913, o Internacional venceu o Colombo por 6x0, conquistando o título por antecipação.

O time-base colorado, neste campeonato, foi: Russomano; Ary e Simão; Barbieri, Carlos Kluwe e Pedro Chaves; Túlio, Galvão, Bendionda, Müller e Vares.

Destacavam-se na equipe o lateral-esquerdo Pedro Chaves, o centroavante Bendionda e o ponteiro-esquerdo Vares, que muitos diziam só não ter chegado à Seleção Brasileira, nos anos seguintes, porque atuava no sul do país. Mas o craque da equipe e líder dos jogadores era Carlos Kluwe, talvez o primeiro grande herói colorado.

Partidas:

1º Turno

22.06 Internacional 6x0 Colombo

10.08 Internacional 10x1 Frisch Auf

31.08 Colombo 4x0 Frisch Auf

2º Turno

24.08 Internacional 6x0 Colombo

28.09 Internacional 5x1 Frisch Auf

05.10 Colombo 5x1 Frisch Auf


A partida entre Colombo e Frisch Auf, do 1º turno, ocorreu após iniciado o 2º turno.

Além destas partidas, o Internacional jogou mais duas, que foram desconsideradas por seus clubes terem abandonado a liga.
08.06 Grêmio 2x1 Internacional

06.07 Internacional 1x1 Fussball

Classificação final - pontos ganhos (considerando apenas as equipes que disputaram o campeonato até o final):

1º Internacional - 8

2º Colombo - 4

3º Frisch Auf - 0

Nota: Equivocadamente, algumas listas consideram o Grêmio campeão citadino de 1913 pela Associação de Foot-Ball Porto-Alegrense. Esta entidade, no entanto, só foi criada no 2º semestre de 1914. Após abandonarem a Liga, Grêmio e Fussball limitaram-se a disputarem amistosos, no restante do ano de 1913.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Ranking do Campeonato Brasileiro

Concordo plenamente com a observação do Alexandre Limeira.
Abraços
Alessandro “Campeão de Tudo”

Com a unificação dos títulos de 1959 a 1970, o ranking mais popular do Campeonato Brasileiro tem nova pontuação. Veja agora como ficou a pontuação atualizada de 1959 a 2010.

Observação: Sou contra a unificação dos títulos, pelo simples motivo que a formula da Taça Brasil era semelhante a Copa do Brasil, com qualificação conforme campeonato estadual. Tem campeões com apenas quatro jogos. Concordo com a unificação da Taça Roberto Gomes Pedrosa, pois esta tem o formato do Campeonato Brasileiro.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Há 30 anos, Dupla treinava para o Gre-Nal de 20 de setembro


Gremista, presidente da República havia confirmado presença no clássico

Um clássico Gre-Nal agitava o Gauchão de 1979 há 30 anos atrás. Inter e Grêmio se enfrentariam no Estádio Olímpico pelo Gauchão, no dia 20 de setembro. Até mesmo o presidente da República, o gremista João Figueiredo, havia confirmado presença no clássico marcado para o aniversário da Revolução Farroupilha. As informações são da coluna Há 30 anos em ZH.


No Grêmio, o foco era total para a partida. No dia 17 de setembro de 1979, acabava a folga de oito dias para os titulares. Supervisionado pelo técnico Orlando Fantoni (D), o preparador físico Ithon Fritzen (E) começava a comandar o time. É que Fritzen seria o comandante tricolor após o clássico, durante a licença do treinador.


– Será uma partida diferente, em um dia especial, e até o presidente da República estará no Olímpico – disse o técnico Fantoni, ao justificar a escalação da equipe titular.

Já o Inter realizava no dia 17 várias mudanças na comissão técnica. Primeiro, o clube assinou contrato com o preparador físico Gilberto Tim (D). No início da noite, o clube anunciou a demissão do técnico Zé Duarte. Em seu lugar, entrava Ênio Andrade (E), que já fora contratado para substituir Duarte e tinha estreia prevista para depois do Gre-Nal.


Além disso, o clube anunciava a volta de Cláudio Duarte, que havia treinado o Inter antes de Zé Duarte, e agora assumia o cargo de supervisor da equipe. Com esta comissão técnica, o Inter conquistaria o tricampeonato brasileiro invicto.

O Gre-Nal de 20 de setembro de 1979 terminou em 1 a 1. Leandro abriu o placar para o Grêmio e Jair, o Príncipe Jajá, empatou com um gol de bicicleta. Mas o grande personagem do confronto foi Jurandir, o gremista que marcou o craque Falcão.

Fonte: ZERO HORA

Ficha da Partida:
20/09/1979
Grêmio 1x1 Inter - GRENAL #250
Estádio Olímpico (Porto Alegre-RS).
Renda: Cr$ 1.539.850,00
Juiz: Aírton Domingos Bernardoni, com Jorge Silva e João da Silva Mendes (trio gaúcho).
Grêmio: Manga; Vilson, Vantuir, Anchetta e Dirceu; Vitor Hugo, Leandro (Iúra) e Jurandir; Tarciso, Baltazar e Éder.
Inter: Benítez; João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Cláudio Mineiro; Batista, Jair e Falcão; Chico Spina, Washington (Mário) e Mário Sérgio.
Gols: Leandro 4/2 e Jair 34/2.
Expulsões: Jurandir 43/2 e Mário Sérgio 43/2.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Caras Novas e Velhas no Beira-Rio

Edu e Eller são apresentados com a mesma meta: a taça do Brasileirão
Atacante, ex-Betis, e zagueiro campeão mundial com o Colorado em 2006 reforçam o clube gaúcho no segundo turno do Nacional

Alexandre Alliatti
Porto Alegre

Fabiano Eller e Edu são apresentados no Inter

Para Edu, há nove anos fora do país, o Inter é uma novidade. Para Fabiano Eller, campeão da Libertadores e do Mundial com o Colorado em 2006, cada canto do Beira-Rio é como um pedaço da casa dele. Os dois reforços vermelhos, apresentados oficialmente na tarde desta terça-feira, vivem momentos diferentes na relação com o clube gaúcho. Mas eles coincidem em um ponto fundamental para a torcida do Inter: a ambição de encerrar o ano com o título do Brasileirão.
Edu, formado no São Paulo, jogou na Europa por quase uma década. Defendeu o Celta e o Bétis, onde foi ídolo. Ao retornar para o Brasil, o jogador levou em conta especialmente a possibilidade de ser campeão.
- Tive propostas de outros clubes do Brasil. Quando cheguei das férias, quando terminou o Campeonato Espanhol, o Inter já demonstrou um interesse muito grande em mim. Sou sabedor de que o Inter é um clube grande, que sempre briga por títulos. Espero ajudar o Inter a ganhar esse título que não conquista há muito tempo – disse Edu.
O Inter não é campeão brasileiro desde 1979. Com Fabiano Eller na zaga, e jogando muito, o clube ganhou a Libertadores e chegou ao topo do planeta, mas seguiu sem nova taça nacional. No retorno ao clube, o defensor sonha com o título.
- Sei que temos time para isso. É um elenco muito bom, que está se fortalecendo. Consequentemente, podemos disputar uma Libertadores no ano que vem – comentou Eller.
Luís Eduardo Schmidt, o Edu, nasceu em Jaú (SP), em 10 de janeiro de 1979. Tem 30 anos e 1,82m. Ele joga na articulação e como atacante. O contrato vai até agosto de 2011.
Fabiano Eller dos Santos, natural de Linhares (ES), tem 31 anos. Foi revelado no Vasco e também defendeu Palmeiras, Flamengo, Al-Wakra, dos Emirados Árabes, Fluminense, Trabzonspor, da Turquia, Atlético de Madri, da Espanha, e Santos. Assinou até 31 de dezembro de 2011.



quarta-feira, 15 de abril de 2009

História do Inter é recheada por grandes treinadores

por Dassler Marques

Há grandes esquadrões que, de tão bons, levantam taças, independente de quem esteja no comando. É o caso do Rolo Compressor, que entre as seis temporadas do hexacampeonato gaúcho, teve oito técnicos diferentes. Mas não costuma ser assim sempre e o Internacional, em 100 anos de história, teve alguns grandes treinadores à frente de suas equipes.

É o caso de Francisco Duarte Júnior, mais conhecido como Teté, o grande comandante do Rolinho, que seria o sucessor do Rolo Compressor. De tão bom que era o treinador, a equipe virou a Máquina do Teté, tetracampeã gaúcha entre 50 e 53.

Abel Braga conquistou as taças mais importantes do Internacional

Nas linhas abaixo, o Terra continua sua série de especiais sobre o centenário do Sport Club Internacional, com os cinco principais treinadores da história colorada.


Francisco Duarte Júnior

Homem de origens ligadas ao militarismo, Francisco Duarte Júnior chegou a ser major do Regimento de Pelotas, mas obteve sua condecoração máxima como treinador. Dirigiu Farroupilha, Brasil de Pelotas, Guarany de Bagé, General Osório, Cruzeiro, Nacional e, finalmente, o Sport Club Internacional, que lhe rendeu o apelido de Marechal das Vitórias Coloradas.

Teté, como era mais conhecido, foi o treinador do Rolinho, que conseguiu ser quase tão bom quanto a equipe que sucedeu, o Rolo Compressor. Permaneceu à frente do Inter entre 1950 e 57, tendo conquistado três dos quatro títulos gaúchos consecutivos na década de 50. Ainda voltou a vencer o Estadual em 55 e foi um dos raros casos de técnicos da Seleção Brasileira que, naquela época, não era carioca.

Com vários jogadores de sua equipe, a Máquina do Teté conquistou o primeiro título internacional da história da Seleção: os Jogos Pan-Americanos de 1956, no México. Em 1960, ainda retornou ao Inter, em uma curta passagem perto de tudo que conseguira na década anterior.


Daltro Menezes

Treinador do Inter por quase quatro temporadas inteiras, entre 1968 e 71, Daltro Menezes construiu sua reputação, especialmente, pelos trabalhos que fez no Rio Grande do Sul. Como gaúcho, não negava seu DNA e é lembrado como o primeiro comandante a fazer os colorados jogarem o que se chamava de futebol de força.

A divisão de estilos de se jogar futebol fez com que Daltro precisasse administrar uma crise envolvendo Bráulio, um dos principais jogadores do Inter na época. Havia quem pedisse a cabeça do craque, pois significava uma forma pouco eficiente de jogar, e também quem o defendesse com vigor.

Como indica o tricampeonato gaúcho de 69 a 71, Daltro Menezes teve sucesso em suas preferências. Depois, ainda dirigiria clubes como Juventude, Ceará, Vitória e, também, o rival Grêmio.


Rubens Minelli

A combinação quase perfeita entre as partes tática e técnica marcou a carreira de Rubens Minelli, que além de fazer história com Palmeiras, São Paulo e outros clubes, teve uma passagem marcante pelo Internacional, solidificando sua carreira no Beira-Rio e sendo o mentor da equipe que dominou o futebol brasileiro na década de 70.

Se Manga, Falcão, Carpegiani, Figueroa e todos os ícones do Inter entraram para a história, parte disso se deve ao trabalho meticuloso e dedicado de Minelli, que era tido por muitos como um treinador à frente do seu tempo no entendimento do futebol.

Isso tudo fez do Inter um time duro de ser batido, tanto que teve, em 1976, o melhor aproveitamento da história de um campeão brasileiro. Um ano antes, daria aos colorados o primeiro título nacional, graças ao "gol iluminado" de Figueroa. Minelli ainda foi tricampeão gaúcho, entre 74 e 76.


Ênio Andrade

Conhecido como um dos grandes campeões do futebol brasileiro, o treinador Ênio Andrade conquistou um de seus títulos nacionais sob o comando do Internacional, ratificando o rótulo de estrategista. Foi com o clube colorado que se notabilizou como o único a vencer o Brasileiro de forma invicta, em 79.

Depois do bicampeonato com Minelli em 75-76, Ênio recebeu a missão de reconstruir a equipe com novos jogadores, o que conseguiu realizar muito bem. Rapidamente, as indicações do treinador foram absorvidas e o que se viu em campo foi um time praticamente imbatível.

Ênio ainda foi campeão nacional com o Grêmio, em 81, e com o Coritiba, em 85, mas jamais deixou de ter sua imagem ligada ao Inter. Tanto é verdade que retornou ao Beira-Rio em outras quatro oportunidades: 1987, 1990 e 1993, sem repetir o mesmo sucesso.


Abel Braga

Com cinco passagens pelo Internacional no currículo, Abel Braga já estaria na história do clube apenas por isso. Mas o apaixonado treinador ainda comandou os colorados na inesquecível temporada de 2006, ano em que esqueceu os vice-campeonatos de Copa do Brasil que trazia com Flamengo e Fluminense para, depois de ainda perder o Campeonato Gaúcho para o Grêmio, escrever a história: campeão da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes.

No biênio 88-89, em sua primeira passagem pelo Inter, Abel foi vice-campeão brasileiro e, em seguida, levou o clube à semifinal da Libertadores. Nos difíceis anos 90 dos colorados, ainda retornou em duas oportunidades, mas sem sucesso.

Em 2007, deixou o clube depois de ser eliminado na primeira fase da Libertadores e sem chegar às finais do Campeonato Gaúcho. Voltou poucas semanas após Alexandre Gallo ser demitido e ainda ganhou um Estadual. Predestinado, Abel sempre peitou os críticos e defendeu Adriano Gabiru: dito e feito, o jogador fez o gol do maior título do Internacional em 100 anos de vida.

Fonte: Terra Esportes

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A Bola


Bola Antiga Década de 40 Copa de 1962

Todas eram muito parecidas entre si, mas bem diferentes das bolas de hoje. Eram de couro e tinham uma abertura por onde entrava uma câmara inflável de borracha. O principal problema surgia na hora de cabecear, quando o cadarço que amarrava a fenda podia machucar as cabeças menos protegidas, daí o hábito de muitos jogadores usarem uma touquinha. Outro fator que atrapalhava era a chuva - quando a bola molhava ficava extremamente encharcada e pesada, dificultando sobremaneira o seu domínio e os chutes e cabeceios.

Shoot, Fussball e Dupont. Estas eram as marcas das primeiras bolas (primeira ilustração) que rolaram no Brasil. Seus donos eram rapazes da alta sociedade que haviam estudado na Europa, onde aprenderam a jogar o "football". As pioneiras, Shoot, vieram da Inglaterra trazidas pelo brasileiro e "inventor" do futebol no país Charles Miller, no ano de 1894. Já a Fussball foi trazida da Alemanha por Hans Nobiling pouco tempo depois. Finalmente a Dupont foi uma encomenda de Oscar Cox a um amigo que viajou à Suíça na mesma época.

No inicio do futebol brasileiro, para suprir a demanda cada vez maior, a saída foi importar bolas inglesas. A mais procurada era a da marca McGregor. Mas não tardou para que um artesão de nome Caetano começasse a fabricar as primeiras bolas nacionais na sua sapataria da Rua Ipiranga, em São Paulo. Logo, outros sapateiros entraram no ramo promissor e o Brasil passou de importador a exportador de bolas, principalmente para nossos "hermanos" Argentina e Uruguai. Mesmo assim a pelota era um artigo de luxo, muito caras à época, e a criançada brincava mesmo era com bolas de meia recheadas com papel ou palha. A maior parte dos nossos craques começou assim. Que o digam Pelé, Garrincha e Cia Ltda.

Na década de 40, a bola que imperava nos gramados brasileiros (segunda ilustração) tinha uma costura interna, sem a abertura e o cordão. Mas o seu couro marrom continuava a encharcar nos dias de chuva ou nos campos cheios de lama. Ficava tão pesada que muitos goleiros tinham que jogar de esparadrapo nas mãos e os atletas de linha precisavam enfaixar os pés.

A partir da Copa de 62, no Chile, a bola (terceira ilustração) passou a ser fabricada com dezoito gomos, ganhando uma forma mais perfeita e estável. A cor branca, que sempre foi usada nos jogos noturnos, se tornou também a preferida nos realizados durante o dia depois da Copa de 70, no México. Hoje as bolas são obras da tecnologia - pelo menos no exterior. Como referência o modelo da bola utilizada na Copa de 94, nos EUA, foi desenvolvida com diversas camadas de material sintético, que potencializava os chutes e apresentava alta durabilidade e resistência.

De acordo com as normas internacionais do futebol, a bola deve ser esférica, com o invólucro exterior de couro ou em outro material apropriado. Não poderá ser empregado em sua confecção nenhum material que possa representar perigo aos jogadores. A bola deverá ter uma circunferência de, no máximo, 70 cm e, no mínimo, 68 cm. Seu peso, no início da partida, deverá ser entre 410 g e 450 g . E a pressão deverá estar entre 0,6 e 1,1 atm (600 - 1.100 g/cm²) ao nível do mar.

Imagens: Arquivo Federação Gaúcha de Futebol
Fonte: Blog Futebol: uma história para conta

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

GRENAL DO SÉCULO, 20 anos depois...

Fazem 20 anos hoje, mas ainda está bem vivo na minha memória.

O GRENAL 297 foi ímpar, valia a classificação para a final do Brasileirão de 1988, era um domingo de quase 40º, os dois times vinham de uma ótima campanha no campeonato, mas o Inter levava uma pequena vantagem, tinha a igualdade nos dois jogos e na prorrogação do seu lado.

A primeira partida, no Olímpico, tinha ficado nos 0x0.

Então a decisão foi para o Gigante, lotado, com quase 80 espectadores.

O Grêmio saiu na frente, logo em seguida, ainda no primeiro tempo, nós perdemos o lateral-esquerdo Casemiro expulso. O Grêmio perdia muitos gols, tanto que o célebre Rubens Minelli perdeu o controle no vestiário. Foi o que abriu o caminho para a derrota, segundo Alfinete, lateral-direito daquele time:

— O time estava com alegria, leve. No vestiário, o Minelli deu uma bronca e tirou o brilho do time. Disse que estávamos de brincadeira, de palhaçada. Ali perdemos o Gre-Nal.

Enquanto isto, no vestiário alvi-rubro, Abel Braga em vez de xingar, ficou por 10 minutos em um canto fitando o nada.

O centroavante Nilson sentou nas espreguiçadeiras de madeira e pensou:

— Hoje não vai ter jeito mesmo.

Antes de mandar o time a campo, Abel saiu da letargia e anunciou que o atacante Diego Aguirre entraria no lugar do volante Leomir. O ponta-esquerda Edu Lima fecharia o lado esquerdo com Norberto. E antes do time entrar para a segunda etapa gritou:

- Vocês fizeram esta porcaria. Voltem lá e resolvam.

O goleador do campeonato Nílson, resolveu!


Os gols de Nilson desestruturam o Grêmio. Aos 16, empatou o jogo. Aos 26, virou, ao aproveitar cruzamento de Maurício. Na comemoração, imitou o personagem Sassá Mutema, um cortador de cana interpretado por Lima Duarte na novela O Salvador da Pátria. Maurício garante que o cruzamento foi mecânico.
— Quando ia em direção à área, ele (Nilson) corria para o segundo pau. Sabia onde mandaria a bola. Chutei e ele botou o biquinho. Metade do gol é meu – diverte-se.

Naquele instante, os jogadores do Grêmio já não se entendiam.

— No segundo gol, nosso time se perdeu. Ninguém acreditava. O Minelli alertou para ficarmos espertos – recorda o ponteiro-esquerdo Jorge Veras.

Nilson se lembra de ver os jogadores do Grêmio discutindo em campo. O goleiro Mazarópi, lá de trás, havia diagnosticado antes da virada um relaxamento do time. O mesmo que havia enfurecido Minelli no vestiário. O meia do Inter Luís Carlos Martins se desdobrava em campo e ainda tentava entender a engenharia tática feita por Abel Braga:

— Este Gre-Nal dificilmente será superado, pelas circunstâncias. O Abel fez o contrário, ficamos com quatro atacantes.

Depois do segundo gol, Nilson se virou para a torcida e, acenando com as mãos, gritava:

— Tchauzinho, acabou para vocês.

A poucos minutos do fim, Maurício foi substituído e saiu de braços abertos, imitando um avião. Os colorados, ensandecidos, pareciam não acreditar no que viam. Os gremistas, abalados, também não.

Infelizmente perdemos o título para o Bahia, mas conquistamos o inesquecível GRENAL DO SÉCULO!!!

Ficha da partida:
==============
Data: 12/02/1989

Campeonato Brasileirão de 1988 (Semifinal - 2º jogo)
Placar: S.C. Internacional 2x1 Grêmio F.B.P.A.
Local: Estádio Beira-Rio (Porto Alegre-RS).
Renda: NCz$ 58.944,00
Público: 78.083
Juiz: Arnaldo Cezar Coelho.
Inter: Cláudio André Taffarel; Luís Carlos Winck, Nenê, Aguirregaray e Casemiro Mior; Norberto, Leomir (Diego Aguirre) e Luís Carlos Martins; Maurício (Norton), Nílson e Edu Lima. Técnico: Abel Carlos da Silva Braga.
Grêmio: Mazarópi, Alfinete, Trasante, Luís Eduardo e Aírton; Paulo Bonamigo, Serginho e Cristóvão; Jorginho, Marcus Vinícius e Roberto (Reinaldo Xavier). Técnico: Rubens Francisco Minelli.
Gols: Marcus Vinícius 25/1, Nílson 15/2 e Nílson 26/2.
Cartões Amarelos: Trasante e Aírton.
Expulsão: Casemiro 38/1.


Mais sobre o Grenal 297 em:
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Esportes&newsID=a2402513.xml

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O Primeiro Clube do Mundo

O clube mais antigo do mundo é o Notts County Football Club, da Inglaterra, cuja fundação se deu no longínquo 28 de novembro de 1862, na cidade de Nottingham (a alcunha "Notts" na verdade é uma espécie de apelido para o nome da cidade de origem do time). A equipe, que um dia já foi muito tradicional no futebol bretão, hoje é mero figurante da League Two nacional - a quarta divisão inglesa.
O início do futebol no Nottingham Football Club começou nos Jardins de Cremone (Cremone Gardens), quando Mr. Arkwright e Chas Deakin passaram a chutar uma bola contra o outro, terminando a disputa em 2 a 2. Sua formação definitiva e oficial, no entanto, se deu em 1864 com o nome atual. O primeiro campeonato oficial disputado pelo clube foi em 1877, na Copa da Inglaterra.

De 1883 à 1910 o Notts mandava seus jogos no estádio Trent Bridge e, ocasionalmente, em Castle Cricket Ground e na Floresta de Town Ground. Em 1910 mudou seus jogos para Meadow Lane, com capacidade para 21 mil pessoas e onde atua até os dias de hoje.

O maior ídolo da história do time é o atacante Les Bradd, cuja passagem de 11 anos pelo Notts County rendeu-lhe 124 gols. Já como títulos o "Notts" possui uma Copa da Inglaterra (1894); 3 League Championship - segunda divisão - (1897, 1914 e 1923); uma League One - terceira divisão (1931); 6 Bass Charity Vase - torneio para angariar fundos a hospitais - (1988, 1989, 1990, 1994, 2004 e 2005); 6 Nottingham Shire Cup - torneio que envolve times da cidade - (1937, 1963, 1975, 1976, 1985 e 1995) e uma Anglo-Italian Cup (1995).

O tão tradicional clube, um dos fundadores da liga inglesa de futebol, disputou a Premier League (a primeira divisão) pela última vez na temporada 1981/82.

FONTE: http://futebolhistoria.blogspot.com

Imagem: football.co.uk

A Chegada do Futebol ao Brasil

No século XIX havia um jovem garoto chamado Charles Miller (foto), descendente de ingleses e escoceses. Nascido na data de 24 de novembro de 1874, no tradicional bairro do Brás, em São Paulo, foi para o Reino Unido ainda muito jovem - aos 9 anos - para dar prosseguimento aos seus estudos.
Lá, aprendeu - e bem - a jogar futebol. Nos jogos oficiais de seu colégio, Charles era um artilheiro implacável. Marcou 41 gols em 25 partidas. "Nosso melhor atacante. Drible maravilhosamente rápido e chute brilhante. Marca gols com grande eficiência", registrou na época o jornal da escola. Seu futebol chamou tanto a atenção dos observadores que acabou convocado para jogar no time de Southampton, a seleção local. Sem falar da partida que disputou pelo Corinthian, famoso time amador inglês - o mesmo que mais tarde iria inspirar a fundação do Corinthians Paulista em uma excursão pelo país.

Quando desembarcou de volta ao Brasil, em 1894, Charles Miller se surpreendeu ao descobrir que ninguém praticava o esporte bretão por aqui. Sorte que trouxera duas bolas, uma agulha, uma bomba de ar e dois uniformes. Começou então a compartilhar seus conhecimentos de bola com seus seus companheiros de trabalho - altos funcionários da Ferrovia São Paulo Railway, Companhia de Gás e do Banco de Londres. Assim, acabou fundando o primeiro clube de futebol do Brasil, o São Paulo Athletic, clube que reunia os britânicos residentes na capital paulista (primeira foto da equipe no estádio do Velódromo acima desta postagem).
A novidade esportiva vingou e, no primeiro torneio disputado no Brasil (o Paulista de 1902), lá estava o craque Miller no topo a lista de artilheiros com 10 gols em nove jogos. O homem-gol ainda jogou até 1910 pelo São Paulo Athletic Club. Depois atuou como árbitro e, finalmente, apenas como torcedor. Charles Miller veio a falecer em 30 de junho de 1953 coberto de glórias por ter introduzido o futebol no país, mas sem, infelizmente, ver o Brasil campeão do mundo.

Fonte: http://futebolhistoria.blogspot.com


FOTOS: arquivo Museu dos Esportes

O Início do Futebol no Mundo

Os pesquisadores não entraram em consenso quanto ao lugar onde o futebol surgiu, se na Inglaterra ou na França. Em terras francesas, teria chegado através dos romanos, que eram governados pelo imperador Júlio César nos anos 58 a 51 A.C. . Porém, o mais antigo documento relacionado com o tema é o livro "Desccriptio Nobilissimae Civitatis Londinae", do inglês Williaim Fitzstephen, escrito em 1175. No livro se comenta um jogo disputado durante a Shrovetide, quando os habitantes de vários vilarejos e cidades inglesas passavam a chutar uma bola de couro pelas ruas, em comemoração à expulsão dos dinamarqueses no período de domínio anglo-saxônico. A bola, no caso, simbolizava a cabeça de um oficial do exército invasor e, ainda conforme o livro de Fitzstephen, foi justamente com esta cabeça que o jogo teve sua origem.

Durante muito tempo, por ocasião da Shrovetide, o futebol teve para o futebol inglês um sentido essencialmente cívico, sendo disputado apenas nos festejos anuais. Com o passar dos anos, o esporte se tornou popular entre os moradores das cidades de Kingston e Chester. A popularidade do esporte cresceu tanto que, em meados de 1314, o Rei Eduardo II proibiu que se praticasse o tal jogo na Inglaterra. Temia o governante que, desviando as atenções para o futebol, os jovens se descuidassem do arco e flecha, esporte obviamente mais útil para uma nação em guerra. Outros reis também se mostraram contrários ao jogo da bola. Entre eles, Ricardo II, Henrique IV, Henrique VIII e Elizabeth I.

Os italianos também reclamam para si a criação do futebol, ou Calcio para eles. Em 1529, quando Florença era sitiada pelas guarnições do Príncipe de Orange, duas facções políticas resolveram decidir uma velha rixa num jogo com bola na Piazza Santa Croce. As duas equipes, cada uma com vinte e sete jogadores, estavam cada qual com seus uniformes. Uma de roupa branca e outra, verde. E foi um jogo altamente ríspido. Os rivais se enfrentaram violentamente durante algumas horas. A partida entrou para a história e faz parte da tradição popular florentina, sendo reproduzida todos os anos, em 24 de junho, dia de São João, padroeiro da cidade de Florença. Os italianos alegam a "paternidade" do jogo porque o confronto realizado pelas facções rivais tinha regras definidas e que são observadas até hoje em suas realizações anuais. Observemos: 27 jogadores que eram divididos em posições distintas; a bola podia ser jogada tanto com os pés como com as mãos e tinha que ser levada até a meta adversária, uma espécie de barraca armada ao fundo de cada campo. O ponto praticamente decidia o jogo. Apesar de sua origem ter sido marcada pela violência dos dois times, o Calcio representa um estágio mais avançado do futebol em relação ao que se praticava, na mesma época, nas ruas da Inglaterra. Os jogadores tinham posições definidas e as regras eram claras. O empurrão, o esbarrão e o pontapé significavam infrações graves que eram anotadas por uma dezena de juizes. Até hoje os italianos se recusam a chamar futebol de futebol, propriamente dito. Para eles, futebol é e sempre será Calcio.

Durante muitos anos, o jogo de rubgy e o de futebol seguiam o mesmo caminho. Mas emperravam sempre num problema: a falta de uma uniformização de regras para os jogos. Os estudantes universitários ingleses escreveram artigos em jornais de Londres que eram apelos clamorosos para que o futebol definisse suas regras. No dia 26 de outubro de 1863 realizou-se uma reunião com representantes de onze clubes e escolas para debater o problema. Se não se chegou a um acordo com relação as regras, ao menos se descobriu que rubgy e futebol teriam que seguir separados. À medida que ia deixando de ser um jogo violento, o futebol passou a apaixonar seus praticantes. A grande transformação passou a se fazer notar no início do século XVIII, quando jovens de famílias ricas, integrantes de escolas públicas inglesas, viram-se obrigados a trocar seus passatempos - o tiro, a esgrima, a caça e a equitação foram trocados pelos jogos em grupos. Logo, as primeiras tentativas de se estabelecer um regulamento para o futebol que deveria prevalecer sobre todas as outras. Para começar, não seria permitido colocar a mão na bola - óbvio, já que Football (nome em inglês para o futebol) significa "bola-pé". Desse modo, o futebol chega ao século XIX mais organizado, dignificado pela adesão dos universitários, abençoado pela aceitação dos reis, admirado pelos cronistas da época e, engrandecido pela paixão popular. Os seguidores do futebol estabeleceram suas leis e fundaram a The Football Association, nome que é mantido até hoje pela Liga Inglesa, e deram molde definitivo a um jogo que mais tarde se transformaria numa paixão mundial.

O futebol foi registrado oficialmente no dia 01 de dezembro de 1863, a partir das nove regras estabelecidas pela universidade de Cambridge e submetidas aos representantes dos clubes e universidades numa reunião realizada em outubro de 1863. Mas a aprovação, apenas, não era o bastante. Havia a necessidade de se distribuir cartilhas informativas nos clubes, nas escolas, nas livrarias e bancas de jornal, através de livros de regras. E essas regras foram sendo sucessivamente modificadas, e novos manuais passaram a ocupar o lugar das primitivas cartilhas. Em 1868 instituiu-se a figura do juiz. Em 1878, um ano depois se adotar o travessão de madeira (do mesmo comprimento das portas dos salões da universidade de Cambridge), surgiu o apito, já que até então era na força do grito que o juiz anunciava suas decisões em campo. Em 1882, Inglaterra, Escócia, Pais de Gales e Irlanda fundaram a International Board, que até hoje regula as leis do jogo no mundo inteiro, já como órgão assessor da FIFA. Houve uma revisão total das regras em 1891, quando apareceram as redes nas balizas, para que não houvesse dúvidas quando da maracação do gol, e foi oficializado o pênalti - a falta dentro da grande área. Em 1896, cresce a autoridade do árbitro, que deixa de ser um simples tira-teima, e passa a se guiar pelo que mandam as regras.

Nos últimos anos do século fixam-se o numero de jogadores em onze, as dimensões do campo, o tamanho da bola e a duração da partida. Os limites das áreas datam de 1901, as leis do impedimento começaram a partir de 1907, definindo-se de vez em 1924. Uma nova revisão foi feita em todo o texto em 1938. Uma vez uniformizado, codificado e organizado, o futebol não tardaria a se transformar no mais popular e universal de todos os esportes. A popularização se fez rápida e regularmente, com o apoio dos jornais, cartazes exibidos nas ruas, folhetos distribuídos em comércios, bares e teatros.

Fonte: http://futebolhistoria.blogspot.com